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A esperança vai vencer o medo — Luiz Inácio Lula da Silva

Carta ao Povo Brasileiro foi documento importante para a vitória do PT


“Maluf! Você é um político competente. Compete, compete, compete e nunca vence uma eleição!”. A frase anterior é de Luiz Inácio Lula da Silva em um dos debates na TV Bandeirantes na campanha para a eleição presidencial, em 1989.


Na verdade, o dístico por algum tempo foi usado contra ele mesmo, pois desde a eleição para o governo do estado, em 1982 ficando em 4º lugar. Depois seguiram-se os pleitos de 1989, em que foi ao segundo turno com Collor de Mello. Em 1994 e 1998 também foi segundo colocado perdendo as duas campanhas para Fernando Henrique Cardoso. Neste intervalo de tempo (1982 até 1998) foi eleito em 1986 deputado federal constituinte – participando da construção do novo texto constitucional promulgado em 1988, sob a Presidência do Congresso de Ulisses Guimarães.


Construção comunicativa do candidato Lula


As eleições de 2002 — que deram vitória a Lula — inauguraram uma era inédita na política brasileira: pela primeira vez, um operário se tornou o presidente da República. Para que toda a desconfiança, de boa parcela do eleitorado, contra a imagem rude e intransigente de Lula fosse melhor aceita, apresentou-se, por meio de uma construção de discurso o Lulinha paz e amor.

Na época, havia um sentimento de insatisfação com o governo de Fernando Henrique Cardoso. O real estava desvalorizado – feito que garantiu eleição e reeleição do tucano. Além disso, fatos que colaboraram para o desfecho do governo do PSDB como o apagão elétrico e a alta da inflação que corroía o sucesso do real somado ao PIB baixo.


Diante desse cenário, Lula e o PT resolveram dialogar com classes sociais distintas: a dos empresários, classe média e a base social nas classes D e E. Assim, suas promessas eram focadas em combater a inflação, manter o câmbio livre, o superávit primário, tudo isso traduzido em um documento, a Carta aos Brasileiros. Ao mesmo tempo, o ex-presidente utilizava um discurso emocional, que garantia a construção de um país mais solidário e igualitário, gerando empregos, oportunidades e distribuindo rendas.


O apelo emocional utilizado na campanha de Lula pode ser percebido em uma das peças publicitárias mais famosas da história — “Meu Nome é João”, de Duda Mendonça. No vídeo de um minuto, um jovem concede um depoimento forte e emocionado falando sobre o sonho de democratizar o acesso de estudantes de baixa renda às universidades.


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